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O Papa Leão XIV apresentou sua primeira encíclica, intitulada Magnifica Humanitas, documento em que faz um forte apelo para que a inteligência artificial esteja a serviço da dignidade humana e do bem comum.
Inspirada na histórica encíclica Rerum Novarum, de Papa Leão XIII, a nova carta aborda os impactos da inteligência artificial sobre o trabalho, a justiça social e as relações humanas. O Pontífice afirma que a humanidade vive uma escolha decisiva: construir uma nova “Torre de Babel” tecnológica ou promover um futuro onde a pessoa humana permaneça no centro.
Na encíclica, o Papa alerta que a IA pode transformar pessoas em “meras engrenagens de um sistema produtivista”, caso o avanço tecnológico seja guiado apenas pelo lucro e pela concentração de poder nas mãos de poucas empresas de tecnologia. Ele também pediu que desenvolvedores e governos trabalhem pelo bem comum e defendam regras internacionais para impedir abusos.
- Entre os pontos destacados pelo documento estão:
- a preocupação com o uso militar da inteligência artificial;
- os impactos ambientais causados por data centers;
- a exploração humana na mineração de minerais usados em microchips;
- e o risco de os jovens perderem a capacidade crítica diante de máquinas cada vez mais sofisticadas.
Durante a apresentação do documento, o Papa esteve ao lado de Christopher Olah, cofundador da Anthropic, que reconheceu os conflitos éticos existentes na indústria da IA e defendeu maior responsabilidade no desenvolvimento tecnológico.
A publicação mostra o crescente interesse da Igreja Católica em participar do debate global sobre inteligência artificial, tema que também desperta preocupação na sociedade. Pesquisas recentes indicam aumento da desconfiança pública em relação ao avanço acelerado da tecnologia.
Fonte: Vatican New e The News
