1ª Leitura – Lm 2,2.10-14.18-19
Salmo – Sl 73(74),1-2.3-4.5-7.20-21 (R. 19b)
Evangelho – Mt 8,5-171

Sábado – 27 de junho de 2026

12ª Semana do Tempo Comum

Cor Litúrgica: verde

1ª Leitura – Leitura do Livro das Lamentações (Lm 2,2.10-14.18-19)

O Senhor destruiu sem piedade todas as moradas de Jacó; em sua ira derrubou as fortalezas da filha de Judá, lançou por terra e profanou o reino e os seus príncipes.

Sentam-se por terra, em silêncio, os anciãos da filha de Sião; cobriram a cabeça com cinza e vestiram-se de saco. As virgens de Jerusalém abaixam a cabeça até o chão.

Meus olhos se consomem em lágrimas, minhas entranhas se agitam, meu coração se derrama por terra, diante da ruína da filha do meu povo, enquanto crianças e recém-nascidos desfalecem pelas praças da cidade.

Perguntam às suas mães: “Onde está o pão e o vinho?”, enquanto desfalecem como feridos pelas ruas da cidade e exalam a vida no colo de suas mães.

A quem te compararei? Com quem te igualarei, filha de Jerusalém? A quem te assemelharei, para consolar-te, virgem filha de Sião? Pois é grande como o mar a tua ruína: quem poderá curar-te?

Teus profetas tiveram para ti falsas visões e enganadoras profecias. Não denunciaram a tua culpa para mudar a tua sorte, mas anunciaram oráculos falsos e ilusórios.

Clama de todo o coração ao Senhor, ó filha de Sião. Deixa correr tuas lágrimas como torrente, de dia e de noite. Não te dês descanso, não se cale a menina dos teus olhos.

Levanta-te, grita durante a noite, no início das vigílias; derrama teu coração como água diante da face do Senhor. Levanta para ele as mãos pela vida de teus filhinhos, que desfalecem de fome nas esquinas de todas as ruas.

Salmo Responsorial – Sl 73(74)
Não esqueçais até o fim a humilhação dos vossos pobres. Ó Senhor, por que razão nos rejeitastes para sempre * e vos irais contra as ovelhas do rebanho que guiais? Recordai-vos deste povo que outrora adquiristes, † desta tribo que remistes para ser a vossa herança, * e do monte de Sião que escolhestes por morada! Não esqueçais até o fim a humilhação dos vossos pobres. Dirigi-vos até lá para ver quanta ruína: * no santuário o inimigo destruiu todas as coisas; e, rugindo como feras, no local das grandes festas, * lá puseram suas bandeiras vossos ímpios inimigos. Não esqueçais até o fim a humilhação dos vossos pobres. Pareciam lenhadores derrubando uma floresta, * ao quebrarem suas portas com martelos e com malhos. Ó Senhor, puseram fogo mesmo em vosso santuário! * Rebaixaram, profanaram o lugar onde habitais! Não esqueçais até o fim a humilhação dos vossos pobres. Recordai vossa Aliança! A medida transbordou, * porque nos antros desta terra só existe violência! Que não se escondam envergonhados o humilde e o pequeno, * mas glorifiquem vosso nome o infeliz e o indigente! Não esqueçais até o fim a humilhação dos vossos pobres.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (Mt 8,5-17)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus Naquele tempo, entrando Jesus em Cafarnaum, um oficial romano aproximou-se dele suplicando: “Senhor, meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia”. Jesus respondeu: “Vou curá-lo”. O oficial disse: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha morada, mas dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado. Pois eu também sou subordinado e tenho soldados debaixo de minhas ordens. Digo a um: ‘Vai’, e ele vai; e a outro: ‘Vem’, e ele vem; e ao meu servo: ‘Faze isto’, e ele o faz”. Quando ouviu isso, Jesus ficou admirado e disse aos que o seguiam: “Em verdade vos digo: nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tamanha fé. Eu vos digo: muitos virão do Oriente e do Ocidente e se sentarão à mesa no Reino dos Céus com Abraão, Isaac e Jacó, enquanto os filhos do Reino serão lançados para fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes”. Então Jesus disse ao oficial: “Vai, e seja feito conforme a tua fé”. E naquela mesma hora o empregado ficou curado. Entrando Jesus na casa de Pedro, viu a sogra dele de cama, com febre. Tocou sua mão, e a febre a deixou. Ela se levantou e começou a servi-lo. Ao cair da tarde, levaram a Jesus muitas pessoas possuídas pelo demônio. Ele expulsou os espíritos por sua palavra e curou todos os doentes, para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías: “Ele tomou as nossas enfermidades e carregou as nossas doenças”.
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