Convento recebe obras de manutenção e conservação para Festa da Penha 2022

Edificado sobre um penhasco de 154 metros de altura, desde 1558, o imponente e majestoso Convento da Penha, principal monumento religioso do Espírito Santo, mistura fé, religiosidade e história. Todo o conjunto arquitetônico e paisagístico está passando por uma série de obras de restauração, manutenção e conservação do local.

Para garantir a integridade física desse bem tão importante para o Brasil, assim como a preservação de seus elementos arquitetônicos, os serviços de manutenção ocorrem em distintas frentes. Uma delas envolve as recuperações do forro, do piso e dos sinos da capela, além da pintura interna do Santuário.

Outras melhorias são o projeto de instalações elétricas e o projeto de Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas (SPDA), bem como a atualização do levantamento arquitetônico. Além disso, também serão realizados trabalhos de manutenção corretiva e preventiva do sistema elétrico e automação da iluminação cênica.

As obras são possíveis através de um investimento de R$ 400 mil, recurso proveniente de emenda parlamentar adquirido por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Todo o processo de manutenção está sendo acompanhado pela superintendente do IPHAN no Espírito Santo, Elisa Taveira. Segundo ela, são quatro projetos de desenvolvidos de maneira simultanea. As obras estão sendo acompanhadas pelo Guardião e Reitor do Convento, o Frei Djalmo Fuck. Ele garantiu que a Capela estará pronta para receber os fiéis durante a programação da Festa da Penha, que neste ano acontece de 17 a 25 de abril.

Como parte do projeto, está em curso pesquisa arqueológica, iniciada neste mês de janeiro. A pesquisa busca proporcionar informações arqueológicas e históricas ainda não coletadas acerca do bem tombado e de sua contextualização local. O conhecimento gerado não ficará restrito aos pesquisadores, pois será compartilhado com os cidadãos e a sociedade de modo geral.

Duas áreas específicas foram selecionadas para a prospecção arqueológica: a Ladeira da Penitência (também chamada de Ladeira das Sete Voltas) e gruta do Frei Pedro Palácios; e o dormitório dos visitantes, popularmente conhecido como senzala. Conduzida por equipe multidisciplinar, a pesquisa envolve levantamento dos dados documentais, produção de cartilha educacional, levantamento prospectivo e atividade de socialização do conhecimento.

O IPHAN, autarquia federal vinculada à Secretaria Especial da Cultura e ao Ministério do Turismo, tombou o conjunto em 1943, com a inscrição em dois Livros do Tombo do Instituto: o das Belas Artes e o Histórico.

Trata-se de um conjunto arquitetônico e paisagístico formado por igreja, Convento e penhasco em cima do outeiro, junto à Baía de Vitória. Constitui uma das principais referênciais visuais para a população capixaba, pois pode ser visto em 360° graus de diversos pontos das cidades vizinhas. Isso é viabilizado pela posição estratégica do santuário, situado sob uma montanha de 154 metros de altura e com vasta vegetação.

A história do bem cultural começa com a chegada do Frei Pedro Palácios à Capitania do Espírito Santo, em 1558. Na viagem, o religioso levou consigo o painel de Nossa Senhora das Alegrias, que permanece no local. No ano de 1562, ele construiu a Capela de São Francisco no lugar conhecido por “Campinho”.

Já em 1650 foi aprovada a fundação do Convento da Penha, a partir de projeto do Padre Custódio Frei Sebastião do Espírito Santo. Data de dois anos mais tarde a construção da Casa dos Romeiros, edifício localizado em nível abaixo do templo, onde hoje se encontra a Sala dos Milagres e o Museu do Convento.

Com informações da Assessoria de Comunicação do Iphan

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