CNBB manifesta preocupação com escalada de violência no Oriente Médio e convoca fiéis à oração pela paz

Episcopado brasileiro emite nota oficial apelando para a diplomacia e incentivando jornadas de oração e jejum nas paróquias

Diante da vertiginosa e aterradora escalada de violência que assola o Oriente Médio, envolvendo Israel, Palestina, Líbano e países vizinhos, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu uma nota oficial expressando sua mais profunda preocupação e consternação. O episcopado brasileiro, ecoando o sofrimento das vítimas inocentes e a angústia da comunidade internacional, não permaneceu em silêncio. A nota vai muito além de um posicionamento diplomático; é um apelo de caráter profundamente espiritual e pastoral, conclamando todos os fiéis católicos do Brasil a se unirem em uma intensa jornada de oração, jejum e penitência pela paz mundial.

A manifestação da CNBB sublinha que as notícias de bombardeios contínuos, destruição de lares, hospitais e templos, bem como as mortes inaceitáveis de civis — incluindo tragédias recentes como a do sacerdote maronita no Líbano —, ferem o coração da humanidade e contrariam o plano de amor de Deus. A Igreja no Brasil adverte que a lógica do ressentimento e da vingança nunca conduzirá a uma solução duradoura. Pelo contrário, a violência só gera mais violência, num ciclo destrutivo que compromete o futuro de gerações inteiras e afasta a possibilidade de uma coexistência pacífica e justa no berço das três grandes religiões monoteístas.

Alinhando-se estreitamente com os persistentes apelos do Papa Leão XIV, a Presidência da CNBB instou as lideranças globais e os organismos internacionais a redobrarem os esforços diplomáticos para um cessar-fogo imediato. A Igreja defende que o diálogo deve prevalecer sobre o uso da força militar, e que as populações civis precisam ter acesso garantido e ininterrupto à assistência humanitária. O Brasil, que possui uma grande e respeitada comunidade de imigrantes e descendentes árabes e judeus vivendo pacificamente em seu território, tem uma vocação natural para promover a paz e o entendimento, um fato lembrado pelos bispos na elaboração da nota.

No aspecto pastoral prático, a CNBB convocou todas as arquidioceses, dioceses, paróquias e comunidades do Brasil a incluírem a intenção pela paz no Oriente Médio em todas as Santas Missas, adorações eucarísticas e orações do Santo Rosário. Os bispos sugerem que os sacerdotes animem os fiéis a praticarem atos concretos de solidariedade e sacrifício espiritual. A oração não é vista pela Igreja como uma atitude passiva ou de resignação, mas como uma força espiritual ativa capaz de mover os corações, desarmar os espíritos e interceder pelas vítimas e pelos tomadores de decisão.

As paróquias, de norte a sul do país, já começaram a organizar vigílias noturnas e procissões luminosas com esse propósito. A Caritas Brasileira, o braço humanitário da Igreja, também foi acionada para articular campanhas de solidariedade junto à rede internacional da Caritas, visando enviar auxílio emergencial aos refugiados e deslocados pelo conflito. O compromisso da Igreja do Brasil reflete uma comunhão eclesial verdadeira, demonstrando que a dor sentida do outro lado do mundo reverbera nos altares e nas comunidades brasileiras.

A nota da CNBB conclui-se com uma invocação à Virgem Maria, Rainha da Paz. O momento exige de cada católico um exame de consciência sobre a paz que promove em seus próprios ambientes — na família, no trabalho e na sociedade — pois a paz global começa nos corações pacificados. A Igreja no Brasil reafirma sua esperança no Cristo Ressuscitado, o Príncipe da Paz, pedindo incessantemente que Ele ilumine as trevas da guerra e conceda à Terra Santa e a todo o Oriente Médio o dom inestimável da reconciliação.

Fonte: ACI Digital (https://www.acidigital.com/)

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