Filme Católico Rumo ao Oscar

Uma jornada inédita está conectando o silêncio de um pequeno vilarejo nas montanhas Dolomitas, na Itália, aos holofotes reluzentes de Hollywood. Pela primeira vez na história, o Vaticano entra na corrida pelo Oscar com o documentário em curta-metragem Green Lava (Lava Verde), qualificado no Lumiere Music Hall, em Beverly Hills. Mas o grande destaque dessa conquista não é a megaprodução de um grande estúdio, e sim o testemunho radiante de um jovem de 22 anos.

O protagonista dessa história é Giacomo Mattivi. À primeira vista, ele é um jovem como qualquer outro: cursa sociologia, escreve poesias, é apaixonado por música, torce fervorosamente no futebol, ensina catequese na sua paróquia e até toca um pequeno negócio local de venda de ovos nas horas vagas. No entanto, o seu cotidiano traz um peso que a maioria dos jovens jamais conhecerá. Giacomo vive com distrofia muscular de Duchenne, uma condição rara e progressiva que o faz utilizar cadeira de rodas e necessitar de suporte ventilatório constante para respirar.

Essa dor não é nova em seu lar. Seu irmão mais velho, Mattia, também tinha a mesma doença e faleceu em janeiro de 2022. Mesmo diante de uma perda tão profunda e de limitações físicas severas, Giacomo escolheu encarar a existência com uma paixão avassaladora. Foi dele a frase mística que deu nome ao filme:
“Os seres humanos precisam ser lava viva para não petrificar.”

Dirigido por Lia Beltrami e pelo cineasta turco Ali Aksu, o filme foi produzido pela Emotions to Generate Change em parceria direta com a Vatican Media, Vatican News e Rádio Vaticano. A produção retrata a beleza de uma comunidade de montanha que se uniu para apoiar a família Mattivi, encarnando o que a diretora chama de “o Evangelho vivido na prática através da solidariedade”.

Paolo Ruffini, prefeito do Dicastério para a Comunicação do Vaticano, descreveu o projeto como um verdadeiro “antídoto para os nossos olhos embaçados” e comparou a chegada do filme a Hollywood como um jovem irreverente batendo à porta da maior premiação do cinema mundial. O próprio Giacomo, ao saber da visibilidade, manteve os pés no chão: sua única prece é que a mensagem de esperança e valorização da vida consiga tocar o maior número de corações ao redor do mundo.

Green Lava não tenta apagar a dor da doença ou romantizar a perda, mas prova que a alma e a fé não se curvam às limitações do corpo.

Essa história mexeu com você? Como o exemplo do Giacomo pode mudar a forma como você enfrenta os seus desafios diários?

Fonte Aleteia

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