Canadá restringe menção a Deus

Uma nova diretriz do Departamento de Defesa Nacional, intitulada “Reflexões Espirituais em Ambientes Militares”, determina que militares e capelães substituam as tradicionais orações confessionais por “reflexões espirituais” laicas. O documento proíbe expressamente o uso de linguagem religiosa específica, incluindo referências diretas a Deus, em eventos institucionais obrigatórios (como desfiles, formaturas, cerimônias de troca de comando e o Dia da Lembrança/Remembrance Day). O objetivo alegado pelo governo é manter a neutralidade religiosa do Estado e promover a inclusão.
O contexto da liberdade religiosa no Canadá envolve outras restrições importantes e boatos falsos que circulam na internet:

1. O que muda nas Forças Armadas
Proibição em atos públicos: Capelães e qualquer pessoa discursando em eventos oficiais obrigatórios não podem usar símbolos ou termos vinculados a crenças específicas.
O que continua permitido: A prática religiosa fora dos eventos oficiais permanece irrestrita. Capelães ainda realizam cultos e missas de participação voluntária, prestam aconselhamento pastoral privado e mantêm orações confessionais em funerais, caso a família solicite.

2. A polêmica Lei de Símbolos Religiosos (Quebec)
Na província de Quebec, a Lei 21 proíbe que servidores públicos em posições de autoridade (como juízes, policiais e professores) usem símbolos religiosos visíveis (como o lenço islâmico, o turbante sikh ou crucifixos) durante o trabalho. Recentemente, novas propostas tentaram expandir restrições a salas de oração em universidades e creches.

3. Esclarecimento sobre boatos (Bíblia e Discurso de Ódio)

Recentemente, surgiram boatos na internet afirmando que o Canadá teria “banido ou criminalizado a Bíblia”. Essa informação é falsa.
O Parlamento canadense aprovou a Lei C-9 (Combatting Hate Act) para endurecer punições contra crimes de ódio e intolerância. A mudança polêmica dessa lei foi a revogação de uma antiga salvaguarda de defesa por opinião religiosa de boa-fé que existia no Código Penal para discursos acusados de promover ódio deliberado. No entanto, a manifestação da fé, a leitura de textos sagrados e os cultos religiosos continuam totalmente legalizados e protegidos no país.

Fonte: Gaudium Press.

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