O Brasil registrou, em 2024, o sexto ano consecutivo de queda no número de nascimentos, com aproximadamente 2,38 milhões de crianças nascidas, uma redução de 5,8% em relação ao ano anterior. Ao mesmo tempo, o país vive um aumento no número de mortes, o que reforça preocupações sobre a demografia nacional.
Diante desses dados — divulgados pelo IBGE e que mostram redução em todas as grandes regiões do país — o padre Rodolfo Chagas Pinho, assessor da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), destacou que esses indicadores “chamam à reflexão e à ação”.
Para o sacerdote, a vida humana é um bem precioso e a família é o seu ambiente natural de cuidado e acolhida — e por isso a Igreja deve se engajar não apenas em manter sua doutrina, mas também em oferecer acolhimento prático às famílias e casais, especialmente aos mais jovens, aos inférteis e às mães solteiras.
Algumas propostas apontadas pela CNBB incluem:
✨ Grupos de apoio a casais grávidos e mentoria parental
✨ Acolhimento especializado para casais inférteis
✨ Encontros comunitários sobre parentalidade com especialistas
✨ Conteúdos sobre fé, sexualidade e planejamento familiar responsável nas escolas e pastorais
✨ Campanhas de prevenção de fatores que afetam fertilidade e gestação
A CNBB também convida paróquias, dioceses e instituições católicas a intensificarem ações de apoio às famílias, além de colaborar com políticas públicas que favoreçam a vida e a vocação familiar.

