Santa Maria Cleofas é uma figura do Novo Testamento venerada como santa pela tradição cristã. É identificada como uma das “Três Marias” que estiveram ao pé da cruz de Jesus e entre as primeiras testemunhas da Ressurreição. Sua devoção destaca o papel das mulheres como discípulas e mensageiras da fé.
Fatos principais
- Também conhecida como: Maria de Cléofas, Maria de Clopas
- Vinculação bíblica: Citada em Evangelho segundo João (19:25)
- Parentesco tradicional: Esposa de Cléofas, possível parente da Virgem Maria
- Comemoração litúrgica: 9 de abril (alguns calendários)
- Símbolo iconográfico: Véu ou frasco de unguento, alusivos à unção de Cristo
Identidade e contexto bíblico
Nos Evangelhos, Maria Cleofas aparece junto à Maria Madalena e à própria Virgem Maria no Calvário e no túmulo vazio. É descrita como “mulher de Cléofas”, identificada por alguns exegetas como irmã ou cunhada da Virgem Maria, o que a ligaria diretamente à família de Jesus.
Tradição e culto
Desde os primeiros séculos, Maria Cleofas foi honrada como testemunha fiel da Paixão e da Ressurreição. Sua veneração difundiu-se especialmente no Ocidente, onde passou a integrar a iconografia das “Santas Mulheres” ao pé da cruz. Igrejas na França, Espanha e Itália levam seu nome, e relíquias atribuídas a ela são conservadas em Roma.
Significado espiritual
Santa Maria Cleofas simboliza a perseverança e a fé silenciosa das mulheres que acompanharam Cristo. Sua presença constante, mesmo diante da dor, é vista como exemplo de fidelidade ao Evangelho e de participação ativa no mistério pascal.
