Pandemia leva Via-sacra para as ruas

Estamos vivendo o Tempo da Quaresma e uma das práticas devocionais nesta época é a realização da Via-sacra, semanalmente, na sexta-feira. Esta prática que acompanha os passos de Jesus caminhando com a cruz para o Calvário onde seria crucificado, geralmente acontece diante de imagens que retratam esses momentos e ficam fixadas no interior das igrejas. Mas, com uma pandemia que exige distanciamento entre as pessoas, cuidados em ambientes internos e mesmo assim correndo o risco de se contaminar por um vírus agressivo e letal, como então fazer a Via-sacra?

A Igreja Católica, assim como outras instituições, vem adequando os ritos ao momento, assim a fé é celebrada sem que os protocolos sanitários deixem de ser cumpridos. Na área pastoral de Vitória duas paróquias estão fazendo a Via-sacra em áreas externas e, certamente, outras iniciativas estão acontecendo em outras paróquias. Na paróquia Nossa Senhora das Graças em Jucutuquara, a Via-Sacra está sendo realizada cada semana pelas ruas de uma das comunidades, conforme nos informou Paola Primo, agente da Pastoral da Comunicação paroquial. Ao ar livre o perigo de contaminação é menor e as pessoas conseguem caminha mantendo a distância necessária entre elas.

Na mesma linha a paróquia Nossa Senhora da Vitória (Catedral), também vem fazendo a Via-sacra ao ar livre, mas no entorno da Catedral. Aqui uma ou duas comunidades são convidadas para o a sexta-feira, mas quem quiser pode participar, conforme explicou Vera Benezath, coordenadora de liturgia da Catedral. Vera acrescentou ainda que têm recebidos pessoas até de outras paróquias. No início são dadas as orientações e é feito o pedido para que as pessoas mantenham distância uma das outras e isso tem sido cumprido. Na frente do grupo segue uma cruz coberta com pano roxo, cor que é usada na Quaresma “como expressão do luto pelo sofrimento de Jesus” e duas tochas, símbolos da fé. Entre as paradas após cada uma das 14 estações da Via-sacra são entoados cantos próprios do Tempo Litúrgico e que ajudam na reflexão das estações.

A iniciativa de caminhar para fazer a Via-sacra, porém, não foi apenas por conta da pandemia. Quem explica é pe. Renato Criste, pároco da Catedral: “Via-sacra sugere caminhada, contemplamos os últimos passos de nosso Senhor até o calvário para sua entrega amorosa na cruz. Deste modo, já há 4 anos passamos a realizar a via-sacra no entorno da Catedral, na área externa, também para tornar mais dinâmica e contemplativa a participação. A experiência deu certo. Neste ano, decidimos manter a dinâmica, reforçada pelo contexto da pandemia, as áreas mais abertas oferecem maior segurança para as pessoas. Não se trata de grandes procissões como as que ocorrem, por exemplo, na semana santa que costumam reunir uma multidão. Assim, a gente tem conseguido manter a tradição, mesmo em um contexto que ainda exige de nós muita atenção e cuidados”.

 

  1. Estação: Jesus é condenado à morte;
  2. Estação: Jesus carrega a cruz às costas;
  3. Estação: Jesus cai pela primeira vez;
  4. Estação: Jesus encontra a Sua Mãe;
  5. Estação: Simão de Cirene ajuda Jesus;
  6. Estação: Verônica limpa a face de Jesus;
  7. Estação: Jesus cai pela segunda vez;
  8. Estação: Jesus encontra as mulheres de Jerusalém;
  9. Estação: Jesus cai pela terceira vez;
  10. Estação: Jesus é despojado de Suas vestes;
  11. Estação: Jesus é pregado na cruz;
  12. Estação: Jesus morre na cruz;
  13. Estação: Jesus é descido da cruz;
  14. Estação: Jesus é sepultado.

fonte – aves.org.br