Campanha Permanente Contra a Fome e pela inclusão Social

O Arcebispo de Vitória, Dom Dario Campos, lança neste domingo, 21 de fevereiro, a Campanha Permanente Contra a Fome e pela Inclusão Social. A proposta é organizar “campanhas para coleta e distribuição de alimentos; discutindo e debatendo as causas e as consequências da pobreza; criando grupos e iniciativas para a superação da miséria e da fome, através de ações de geração de emprego e renda e propondo intervenção política institucional, para que os poderes públicos, municipais e estadual, desenvolvam as políticas públicas necessárias para acabar com a fome em nosso Estado.”

Dom Dario convoca as comunidades, “Paróquias, Equipes de Serviço, Pastorais Sociais, Movimentos Eclesiais, Comunidades de Vida Consagrada, Congregações Religiosas Masculinas e Femininas, Escolas Católicas e todos os organismos pastorais da Igreja” a apoiarem iniciativas e atividades para arrecadação de alimentos permanentemente para ajudar aos mais necessitados.

A carta trata da difícil realidade enfrentada pela população brasileira, que voltou ao mapa da fome e ao aumento da extrema pobreza. Na carta, Dom Dario diz que “em apenas cinco anos, essa triste realidade retorna novamente. Entre 2014 e 2019 voltamos à situação dos anos 90. Segundo dados do IBGE, o Brasil tem mais de 13 milhões de pessoas na extrema pobreza, aquelas que, de acordo com o Banco Mundial, vivem com até R$ 151 por mês. E quase 52 milhões na pobreza – com renda de até R$ 436 por mês.” Destacando o estado do Espírito Santo, o arcebispo diz que por aqui a “extrema pobreza afeta cerca de 575 mil capixabas, que vivem com menos de R$ 146,90 por mês, isso é, passam fome diariamente.”

No documento, Dom Dario fala também sobre o agravamento da fome por causa da pandemia da covid-19, do aumento do desemprego e a suspenção de programas de distribuição de renda.

Além disso, ele afirma que a fome cresce no momento em que “a produção agrícola brasileira bate recordes internacionais, justamente quando a miséria e a fome atingem índices altíssimos, desvelando as contradições da política econômica e social em curso do país. O Brasil é um dos maiores produtores de grãos e outros gêneros alimentícios, o que demonstra que a fome no país não é decorrente da falta de alimentos, mas da concentração da riqueza e dos alimentos nas mãos de poucos, enquanto a maioria da população não tem o que comer.”

Em anexo a carta na íntegra.

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